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Atraso Neuropsicomotor

Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor

        Pensar em desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) é algo que muitas vezes parece complicado e desafiador para os pais. Saber se o filho está de fato dentro do que é esperado para a sua faixa etária na área neurológica, psíquica e motora é, muitas vezes, uma questão que pode despertar grande apreensão.
     Certamente a possibilidade de atraso vai chamar a atenção dos pais ao comparar seu filho com outras crianças, mas o que se deve ter em mente é que os marcos do DNPM não são alcançados de forma estática, em uma única idade fixa, mas sim em uma faixa de idade. Por exemplo, aos 11 meses apenas cerca de 10% das crianças já terão obtido a marcha independente; mas até os 15 meses, o esperado é que todas a tenham alcançado. Neste aspecto, vale ressaltar que é muito importante a família ficar atenta ao ganho de capacidade e habilidades pela criança e estimulá-la, dentro do possível para a sua faixa etária, mas sem a ansiedade de competir com o desenvolvimento das outras crianças.
        O desenvolvimento ocorre através da maturação do sistema nervoso central (SNC), que se adapta aos novos estímulos recebidos. É o resultado da interação entre o potencial biológico, geneticamente determinado, e os estímulos ambientais. Essa maturação ocorre de maneira sequencial e de distribuição cranio-caudal, ou seja, das porções mais superiores, para as mais inferiores do corpo. Por isso, observamos que um dos primeiros marcos motores obtidos seja a aquisição do sustento cefálico, por volta dos 3-4 meses de idade, e somente por volta do 1º ano de idade seja capaz de andar sozinha, como ilustrado na imagem abaixo.
        Cada criança vai se desenvolver de forma diferente, portanto é importante que os pais estejam alerta para a possibilidade de atraso no DNPM, já que uma interveção precoce é essencial. O menor sinal de atraso pode ser marcador de alguma patologia neurológica.
        Os recém-nascidos prematuros podem não respeitar a mesma ordem cronológica, com necessidade de correção da idade gestacional. Como formam um grupo de maior risco para doenças neurológicas, devem ser bem acompanhados por um pediatra e encaminhados a um especialista na suspeita de desvios.

De modo resumido, seguem alguns aspectos do DNPM a serem observados no 1º ano de vida:

DESENVOLVIMENTO MOTOR
• Elevar o pescoço ao deitar de bruços: 1º mês.
• Sustento completo da cabeça: entre 2 e 4 meses.
• Sentar sem apoio: entre 5 e 7 meses e meio.
• De pé com apoio: entre 5 e 11 meses.
• Andar sem apoio: entre 11 e 14 meses.

LINGUAGEM:
• Presta atenção ao som: entre 1 e 3 meses.
• Emite sons vocálicos: entre 2 e 4 meses.
• Procura de onde vem o som: entre 4 e 6 meses.
• Balbucio (ba ba, ma ma): entre 4 e 7 meses.
• Atende ao chamado: entre 9 e 12 meses.
• Primeiras palavras com significado: entre 9 e 12 meses.
• Palavras-frases: entre 12 e 18 meses.

PESSOAL-SOCIAL:
• Olha face, faz contato visual: entre 1 e 2 meses.
• Responde com riso: entre 1 mês e meio a 3 meses.
• Começa a brincar, demonstra emoções diferenciadas: entre 6 e 9 meses.
• Demonstra ligação com o cuidador e reserva com estranhos: entre 9 e 12 meses.
• Explora o ambiente: entre 12 e 18 meses.

SINAIS DE ALERTA:
Os pais devem procurar um especialista caso notarem que o filho:

• Não fixa o olhar, não mantém contato visual.
• Não sorri após os 3 meses, tem comportamento irritado, com choro excessivo;
• É muito “mole”, hipotônico (não sustenta o pescoço até os 4 meses, não senta aos 8 meses, não anda após os 15 meses), geralmente rotuladas como “preguiçosas”, “manhosas” ou “gordinhas”.
• Permanece com as mãos sempre fechadas (especialmente com polegares aduzidos).
• Não produz sons.
• Não demonstra reação ao som.
• Adota uso preferencial de uma única mão ou movimenta mais um lado do corpo.
• Permanece com posturas anormais, com hiperextensão do pescoço para trás, os membros muito extendidos e endurecidos, fica em pé ou anda sempre na ponta dos pés.